Podcast Nômade 032: Trade de Criptomoedas, por Bruno Praza
Entrevistados: Bruno Praza
Episódio lançado em: 23/09/2019
Música de Abertura: - New York state of mind (Billy Joel)

Tem episódios que eu gosto porque eu simpatizei com os passageiros. Tem episódios que eu gosto porque meu humor está bom durante a gravação. Tem episódios que eu não acredito não sinto que serão bons durante a gravação, mas quando eu edito eu fico me sentindo extremamente satisfeito. Tem episódios muito bons de passageiros não tão famosos na nomadesfera, que a audiência passa batido. Tem episodios com convidados que a audiência superestima, mas que não são  nem de longe tão bons. O episódio 032 foi uma foi uma aula!

O assunto “investimentos financeiros” (com foco em criptomoedas). Talvez por se tratar de um assunto que eu gosto muito, eu amei gravar, eu amei editar, eu amei ouvir novamente para escrever esse capítulo, e eu amei organizar as ideias para que você pudesse ler esse assunto de uma maneira bem produtiva.

Entrei em maio 2020. O Brasil se destruindo como a muito não costumava fazer, e eu aproveitando a coleira que o coronavírus colocou no meu pescoço para organizar a vida. É bizarro como até o momento parece que tudo vai ficar bem.

Eu venho refletindo minhas criativas analogias e parece que eu e minha família demos uma sorte gigante em praticamente tudo que diz respeito à pandemia. Eu não vou entrar nos detalhes, pois daria uma lista imensa de pequenos fatores que “bateram na trave e entraram no gol”, mas apenas para lhe deixar uma imagem mental, imagine que a pandemia é um deslizamento de terra que derrubou todas as casas do morro e só sobrou umas poucas casas. Entre as casas, a nossa.

Ou então, imagine uma tsunami que chegou arrastando tudo inesperadamente, e por pura sorte, minha família estava em uma elevação de terra que fez com que a gente durasse mais do que muitos que foram arrastados pela força da água. Aqui eu reforço, por pura sorte. Não é que a gente estivesse se preparando para um desastre desse porte. Simplesmente aconteceu.

A Covid19 é uma força que faz a gente pensar em muitas coisas. Um desses pensamentos que eu vou começar a expor nos capítulos futuros desse livro é o tema “morte”. Enquanto nômades, pensamos em trabalhos remotos, equipamentos, uma reserva de pelo menos 6 meses antes de cair no mundo, mas eu nunca ouvi ninguém falando em deixar nossos parentes mais próximos preparados para nossa morte, ou nos preparar para gerir as coisas remotamente se parentes próximos falecerem e a gente não puder voltar.

São muitos pontos a refletir e o capítulo vigente é um desses pontos importantes que muitos nômades podem não chegar a dominar, mas certamente cogitam ao longo de suas jornadas, investimentos. Investir nosso patrimônio é apenas um passo dentre muitos para que nós tenhamos nossa saúde financeira em dia.

Pela ótica do nomadismo, é meio que uma escadinha. Encontrar uma fonte de renda remota; depois aumentá-la para um orçamento adequado ao estilo de vida que queremos ter; uma vez que chegamos a um valor legal; é importante juntar uma reserva entre 6 a 12 meses do nosso custo mensal, para quaisquer eventualidades. Se você chegou até aqui, parabéns, você sabe fazer dinheiro. O próximo passo é fazer nosso dinheiro trabalhar para a gente. Investir em ações, criptomoedas, startups, milhas aéreas… enfim. As formas são muitas.

O convidado deste episódio é o Bruno Praza. Eu cheguei a ele por indicação da audiência no (finado?) grupo do telegram que sugeriu o entrevistado. Também foi o grupo que mandou as perguntas. Eu só fiz usar esse meu carisma característico e pronto! A magia foi feita! Eu mal tive trabalho (e rendeu um excelente episódio).

Bruno terminou a escola técnica em logística e entrou logo para o mercado de trabalho, mas em um determinado momento no meio da faculdade ele se frustrou, pois ele se deu conta de que aquele caminho não era algo que ele tinha escolhido, mas sim o resultado de circunstâncias aleatórias que o impulsionaram até aquele ponto.

Foi então que Bruno começou a pesquisar um meio que lhe permitisse viajar prolongadamente. Ele pesquisou em blogs de viagens, aplicativos, comunidades, até que chegou no trade. Nos últimos 2 anos antes de começar a viajar, ele estudou exaustivamente o mundo dos investimento e foi gradativamente aumentando as novas aplicações financeiras, até um ponto que ele percebeu que já estava fazendo uma renda mensal interessante para poder iniciar sua viagem. No meio desses estudos, ele descobriu criptomoedas e se apaixonou pelo conceito libertário.

Segundo Bruno, o primeiro passo para começar a investir é entender o mundo geral dos investimentos, coisas como o que é renda fixa, o que é renda variável, o que é investir no tesouro, CDI, CDB, commodities e por aí vai. Além disso, acompanhar conteudistas especialistas como o Primo Rico e a Nathalia Arcuri entre outros é uma boa dica.

O segundo passo é identificar qual é o seu perfil como investidor. Tem gente mais agressiva, tem gente mais conservadora. Assim você começa a entender melhor qual é seu perfil como investidor (basicamente se você é ousado ou prudente). Aquele palavreado bonito de day trade  versus buy and hold (se tu não entendeu, dá uma googlada que tu vai entender). Um bom macete aqui é ter um propósito claro. Você quer investir para que?

O terceiro passo é entender o mercado de investimento de forma mais técnica. Não confundir com o primeiro passo. Enquanto no primeiro passo temos que entender de economia, agora é a vez de entender como funciona uma corretora de investimentos. Aqui Bruno expõe diversas opções tanto no mercado de ações quanto no mercado de criptomoedas.

No momento Bruno se percebe como um investidor mais agressivo. Ações não são tanto a sua praia, pois criptomoedas giram mais rápido. Para ser iniciante, o mercado de cripto girava dinheiro mais rápido.

O fato das criptomoedas estarem em uma rede de computadores chamada blockchain, que não é pertencente a nenhuma nação, faz com que o mercado de cripto não seja regulamentado. Por consequência ele não para de funcionar, ficando aberto 24h por dia. Isso para nômades é ótimo, ainda mais para Bruno, que está mochilando, pois o estilo de viagem de mochileiros é muito intenso e muitas vezes pode tirar o controle dos nossos horários.

No mercado tradicional (de ações), os acionistas tem que usar intermediários chamados “corretoras”. Você tem que criar uma conta lá, deixar o seu dinheiro na corretora, eles te dão uma série de ferramentas e te auxiliam, além de dar uma segurança, pois caso as corretoras sejam invadidas (por hackers), os acionistas recebem seu dinheiro de volta.

Com criptomoedas é parecido. No episódio Bruno recomenda uma corretora de Campinas/SP, por ela ter uma sede física. Ele pega seus reais e manda para esta corretora, a partir daí, ele compra criptomoedas e começa a negociar no mercado internacional através de outra corretora.

Para além disso, Bruno falou bastante da história do surgimento das criptomoedas. Das tretas que o Facebook vem causando com a tentativa de criar a Libra (sua própria criptomoeda), que na lógica não seria uma criptomoeda, pois pertenceria ao Facebook.

Também falamos de diversos tecniquês e macetes para quem tem o interesse de operar no mercado financeiro. Eu decidi não me alongar aqui para não deixar a leitura macante, ainda mais porque esse livro vai se tornar um audiolivro e talvez ser muito técnico ficasse bem chato de ouvir, mas se você quiser saber mais, eu acho que você já percebeu que existe um QR Code ao final de cada episódio (e para quem estiver ouvindo) eu falo em voz alta o nome do episódio no final para você ouvir o tecniquês.

Gostou dessa reflexão? Ouça o episódio 032 na íntegra aqui:

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